Conselho Geral da Tribo Sateré-Mawé - CGTSM

Peguei um copo de água e joguei nele porque não tinha flecha

"Peguei um copo de água e joguei nele porque não tinha flecha". Jecinaldo Barbosa Cabral, na época coordenador da COIAB, dia 15 de maio 2008.

O alvo foi o deputado federal Jair Bolsonaro na hora em que esse tinha apelidado de "terrorista" o Ministro da Justiça do Brasil, pelo fato que o Governo, cumprindo a Constituição e a Lei, ia retirar os arrozeiros invasores da Terra Indígena Raposa Serra do Sol.

O Conselho Geral da Tribo Sateré-Mawé -CGTSM-,

fundado no dia 15 de setembro de 1989,

é a Expressão Política da União das Nações (yvãnia) Mawé e

é o Instrumento Social e Comunitário de Gestão do Território Sateré-Mawé,

o qual é constituído pela Terra Indígena Andirá-Marau.

O CGTSM é organização membro da COIAB - Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira

Momento de apresentação da nova diretoria com mandato até setembro 2023


Junho 2021. Um ano depois do repúdio, por parte do CGTSM, da atitude do DSEI pelo abandono das barreiras sanitárias contra a pandemia, o Ministério Público Federal acata as instâncias do Povo Sateré-Mawé, dirime o conflito e instaura a colaboração entre o CGTSM e o novo comando da DSEI, legitimando a instituição da BASE SANITÁRIA E DE FISCALIZAÇÃO GERAl., autoorganizada pelo CGTSM sob a coordenação geral de seu vice Presidente, Bernardo Alves. Para o Conselho Geral da Tribo Sateré-Mawé, na ausência do Presidente legalmente responsável, o termo de cooperação vai assinado pelo Tuxaua Geral do região do Marau, Antônio Tiburcio Neto.

Leia o documento

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Dia 2 de junho de 2020. Pela voz do Tuxaua Amado, Tuxaua Geral do rio Andirá, o CGTSM repudia a irresponsável decisão do Coordenador do DSEI-PIN, cargo de confiança do Ministério da Saúde do Governo Federal, de retirar a equipe de profissionais que formava a Barreira Sanitária contra o COVID-19 na entrada à Terra Indígena pelo rio Andirá, colocando dessa forma em gravíssimo risco a população sateré-mawé. Eis o documento:


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Em reunião de lideranças em Simão organizada pela FUNAI através do projeto GATI na última semana de setembro 2014, é explicada e discutida a proposta de parceria entre CGTSM e Centro de Trabalho Indigenista - CTI, para construir conjuntamente um projeto de etnomapeamento e etnozoneamento da Terra Indígena Andirá-Marau

Aqui a ata

Na ocasião, histórico reencontro entre o tuxaua Donato e a Sônia Lorenz, que em conjunto com o CTI apoiou a resistência da Nação Sateré-Mawé contra a invasão da Elf-Aquitaine nos anos oitenta.

Ver as fotos

O reconhecimento da plena e inalienável responsabilidade do Conselho Geral da Tribo Sateré-Mawé de gerenciar na Terra Indígena Andirá-Marau qualquer tipo de parceria do Povo Sateré-Mawé na atuação da autônoma gestão do território norteia a cooperação entre CGTSM e a Associação "Amigos do INPA" no âmbito do sub-projeto "Warana - Agroecologia" patrocinado pela Petrobrás.

setembro 2014

Aqui a declaração de princípios na integra

A Assembléia geral do TUMUPE, a organização dos tuxauas da região do Marau, membro integrante do CGTSM, esclarece para a CONAB sobre a fatibilidade das modalidades de financiamento propostas por essa Instituição aos produtores consorciados no CPSM do capital de giro para a safra do Waraná 2013-2014.

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No dia 4 de setembro de 2017, na ocasião da primeira Assembleia do Alto Andirá organizada pela ASAMAV, foi redigida uma carta acatada também pelo CGTSM como legitima reivindicação de todo o Povo Sateré-Mawé.

A carta, junto a uma breve crônica do evento, foram publicadas no site de "combate ao racismo ambiental" como matéria assinada por Fernanda Cristina Moreira, que presenciou na Assembleia.

O artigo se encontra na Biblioteca da LAW a este atalho.

Paulico, na época Capitao geral do Marau, (à direita na foto) levantando com o Tuxaua Zuzu, fundador do CGTSM, a primeira bandeira do Conselho Geral em 1997 (CGTSM no Brasil).

Segunda bandeira do CGTSM, (CGTSM na Amazônia) idealizada pelo tuxaua Zuzu em 1999: "o Puratig estava deitado, mas agora Ele se levanta no Projeto Waraná".

Antonio Tiburcio Neto,

Presidente do Conselho Geral da Tribo Sateré-Mawé

até 2019

Relatório do Presidente 2019-20

Relatório de Presidência 2021

Na Foto: Trabalhos de reconstrução da sede CGTSM em Umirituba

leia o documento do TUMUPE

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Vão se desfazendo antigas incompreensões, e o Povo Sateré-Mawé é cada vez mais unido! Declaração da AISMA de 11 de dezembro de 2012

A pedido do Ministério Público, a AISMA (Associação Indígena Sateré-Mawé do rio Andirá) esclarece sua posição nos dias de hoje, em dezembro 2012, frente as seqüelas legais de um conflito que estourou entre 1997 e 1999, entre, de um lado, a maioria e a Diretoria do Conselho e, do outro, algumas antigas lideranças Sateré que tiveram um importante papel na luta para a emancipação dos índios: quando o Projeto Waraná parecia coisa bonita demais para ser acreditada e era coisa nova demais para ser facilmente entendida. A AISMA, criada na época em oposição ao rumo tomado pelo CGTSM aderindo ao movimento do "comercio justo", declara hoje com firmeza, através de seu Presidente, Aldamir da Costa Souza, de reconhecer a legitimitade "do Consórcio dos Produtores Sateré-Mawé/CPSM, criado constitucionalmente na estrutura do Conselho Geral da Tribo Sateré-Mawé/CGTSM", assim como o papel do Projeto Waraná na "valorização dos saberes e conhecimentos ancestrais do Povo Sateré-Mawé".

Da mesma forma, o CGTSM reconhece plena legitimidade às lutas e às atividades que a AISMA leva em frente em prol do Povo Sateré-Mawé procurando salientar e enfrentar problemas específicos da região do rio Andirá, e convida a Diretoria da AISMA para participar com voz e voto da XXI Assembléia do CGTSM que acontecerá em Vila Nova II do Marau, nos dias 21-22 e 23 de janeiro de 2013.

9 de dezembro de 2013

Leia o documento da AISMA na integra:

Decreto executivo da Presidência do CGTSM, em parceria com a FUNAI, sobre vigilância, que tutela o patrimônio genético e a qualidade do guaraná nativo da Terra Indígena assim como a saúde dos moradores. Baseado nos trabalhos do II Seminário Hate Ywakup - 25 de novembro de 2011.

Eis o texto:

II Seminário Hate Ywakup Nova Esperança - Rio Marau

Nova Esperança, 21 a 25 de Novembro 2011

No II Seminário Hate Ywakup, foi discutido o assunto da Tutela, da saúde e do Patrimônio do povo Satere Mawe.

Com base nessa discussão foi decidido de encaminhar a seguinte proposta:

Que seja criado, através de

uma parceria FUNAI e CGTSM, um sistema de vigilância para que seja respeitado o seguinte conjunto de normas.

É

severamente proibido introduzir na terra indígena Andirá/ Marau, incluindo as comunidades Sateré-Mawé localizadas

em áreas limítrofes;

I- Bebidas alcoólicas industrializadas.

II- Drogas ilegais conforme à legislação Federal.

III- Pesticidas agricolas e adubos químicos

IV- Clones de Guaraná, assim como Guaraná em rama que não seja certificado pelo Consorcio dos Produtores

Satere- Mawe

V- Quaisquer sementes ou muda transgênica

Presidente do Conselho Geral da Tribo Satere Mawe FUNAI/Maués