Portal dos Filhos do Waraná - noticias avulsas e FAQ

O guerreiro mawé

"Antes dos combates, os Maués tomam também guaraná para ganhar vigor e se tornarem insensíveis aos ferimentos."
Ano 1900, Eliseu Reclus, geógrafo e anarquista.


A história documentada pelas 
imagens da nossa luta:

Representando o Brasil bom, limpo e justo..........

postado em 13 de set de 2018 13:05 por Filhos do Waraná   [ 13 de set de 2018 14:49 atualizado‎(s)‎ ]


Mais uma vez vamos para o Salão do Gosto de Slow Food, no encontro mundial de Terra Madre, na Itália.
Pela língua portuguesa, nos somos sateré-mawé e não saterés-maués.
A primeira fortaleza de Slow food no Brasil, desde 2002, chama-se fortaleza do Waraná e não do Guaraná, pois waraná é o nome em português do guaraná nativo, o guaraná que nós cultivamos..
Mas mesmo que erre o nome do nosso povo e o nome do nosso produto, a imprensa do Brasil nos enxerga e nos acompanha na nossa luta para proteger a vida da Mãe Terra e para garantir comida e remédios naturais para todos os povos que vivem nela.



O Guaranazal da Nag Iracy

postado em 24 de fev de 2018 05:21 por Filhos do Waraná   [ 24 de fev de 2018 15:46 atualizado‎(s)‎ ]


A Dona Iracy também se foi.
Desde a instituição formal da Livre Academia do Wara, depois do falecimento do Capitão Zezinho e do Tuxaua Adelino. a dela é a terceira cadeira que fica vazia entre os nossos "imortais": os guardiões da cultura saterè-mawè. Esta é uma lei natural: no renascimento da cultura mawé que estamos vivendo nesses anos, no tempo da procura dos Nag nia que ainda ficam espalhados e esquecidos nas cem aldeias da Terra Indígena Andirá-Marau sem ter participado do processo de institucionalização da LAW, a substituição não vai demorar...... mas o tempo e a historia não voltam, e cada um deles ou delas fica na verdade insubstituível.  A figura da Dona Iracy, cavada pelo sol nas horas do trabalho no campo, ficará sendo para sempre o insubstituível ícone da Fortaleza do  Waraná, mesmo sem ter ela nunca viajado para os encontros internacionais de Terra Madre. Pois foi exatamente na fábrica ao lado da casa da Mana Iracy, no tempo de auge do protagonismo da AMISM, foi por lá que se mudaram os moldes do Nusoken em que as mulheres sateré-mawé organizadas moldaram os novos fornos de barro e caraipé, distribuídos pela Terra Indígena toda, necessários para que o "guaraná dos índios" voltasse a ser Waraná, e para que com esses grãos lentamente  torrados no ponto, o sapó voltasse a ser Wará. Fornos de tecnologia tradicional que foram também o primeiro presente com que começou a se construir a troca solidária com os produtores caboclos do baixo Andirá, para criar com eles uma faixa de proteção agroecológica em volta do Santuário ecológico e cultural do Waraná, em volta do guaraná nativo.
 Mas para todos os que vinham de mais longe, dos quatro cantos do mundo para conhecer o Projeto Waraná, a Dona Iracy era a sentinela da Terra Indígena, na sua casa construída como uma alfandega de lado da pedra que marca a demarcação, parada obrigatória e paradeiro necessário para quem quisesse aprender como entrar com respeito na Terra Indígena e para quem quisesse assim, entrando respeitosamente,  se sentir como na sua própria casa.  
Chegando lá de Vintequilos, a aldeia de turismo comunitário, domínio do CGTSM fora da T.I. do outro lado do rio, eles já conheciam a maneira de cultivo tradicional e agroecológico, conforme aos protocolos, do verdadeiro Waraná, acreditando assim de ter entendido o que era. Porém, quando chegavam em Guaranatuba visitando o guaranazal dela, os esperava antes a decepção, e só depois (desde que eles quisessem mesmo) o verdadeiro entendimento. Com efeito era, na aparência, um guaranazal neglicenciado, não conforme ao protocolo, onde não se fazia consorciação. Mas como que se podia deixar desse jeito o guaranazal mais visitado e mais acessivel da Terra Indígena? Será que isso era um bom cartão de visita? Porque isso? Acontecia que os pés de Waraná falavam pra ela e se recusavam, não queriam porque não queriam. Ela os protegia do jeito que eles queriam ser, resistindo a qualquer argumento da equipe do Sistema de Controle Interno, e se passaram anos e anos antes de eles, através dos sentimentos dela, começarem a aceitar a ideia. Entendemos assim que eles, através dela, na forma aparente de um capricho de criança, procuravam nos lembrar uma verdade muito mais importante e profunda que não podemos nunca esquecer: o Wara-na, o inicio de todo conhecimento, não é letra morta, arqueologia de tempos que mudaram, mas algo vivo e presente, no espirito e na biologia, que existe e atua antes da sua interpretação cultural, por quanto que esta seja cuidadosa e certa.  Um legado da  Nag Iracy, para a Academia e para seu Povo.

O Tuxaua Adelino se foi

postado em 30 de out de 2017 20:56 por Filhos do Waraná   [ 30 de out de 2017 21:06 atualizado‎(s)‎ ]

Faleceu hoje, dia 30 de outubro de 2017, as 17: 30 o Tuxaua Adelino Guilherme, da Aldeia Bom Jardim, com 97 anos de idade....Vá em paz grande Nag

TUXAUA ADELINO EM PARIS.

https://sites.google.com/a/nusoken.com/portal-dos-filhos-do-warana/livre-academia-do-wara/primeira-seccao-patrimonio-historico-cultural/a-12

VII Festa do Guaranatuba!

postado em 26 de out de 2017 18:17 por Filhos do Waraná   [ 26 de out de 2017 18:49 atualizado‎(s)‎ ]

7a Festa do Guaranatuba, ou seja 7a Festa da aldeia do "Muito Guaraná"
Cliquem na foto do cartaz pra ver a programação desse ano!


A Camisa do Convivio dos Filhos do Waraná e Guardiões do Jardim do Imperador, ideal para participar da Festa, está pronta! Vista a Camisa e defenda o verdadeiro e único Santuário Ecológico e Cultural do Guaraná do mundo: a Terra Indígena Andirá-Marau!!! Adquira a sua na  sede do CPSM em Parintins! Ou entre em contato com:
Eudes Lopes Batista cel. ++55 92 991388367

A cultura alimentar dos Sateré-Mawé

postado em 8 de out de 2017 13:15 por Filhos do Waraná   [ 8 de out de 2017 15:21 atualizado‎(s)‎ ]

Francesco Magistrali e Marco Giometti, em Simão, e depois na Escola Agricola São Pedro, realizando nesses dias um vídeo que vai resgatar o valor da alimentação tradicional sateré-mawé, em colaboração com a Livre Academia do Wará e com o "Convivio Slow Food dos Filhos do Waraná e guardiões do jardim do Imperador".
De esquerda para direita: Francesco Magistrali, Kapi Parakari, Tuxaua Donato, Eudes Batista, Marco Giometti.

Falecimento do Capitão Geral do Rio Andirá

postado em 19 de mai de 2017 18:01 por Filhos do Waraná

O NOSSO CAPITÃO ZEZINHO E SEU LEGADO.
Ase' i José Ferreira de Souza, Capitão Geral da Tribo Sateré-Mawé, líder indígena no processo da constituinte em 1988.
Membro fundador do (a):
a) Conselho Geral da Tribo Sateré-Mawé/GGTM em 1987;
b) Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira/ COIAB em 1989;
c) Livre Academia do WARÁ/LAW em 2017;
Aos 73 anos de idade, juntamente com outras lideranças, encaminha MOÇÃO da etapa local da II CONEEI (28.03.17), ao Ministério Público Federal que instaura inquérito civil com o objeto: "ACOMPANHAR A SITUAÇÃO DA EDUCAÇÃO INDÍGENA EM BARREIRINHA/ T. I. Andirá-Marau e região, EM ESPECIAL DOS PROFESSORES INDIGENAS, RESPEITO À CULTURA E MODOS PRÓPRIOS DE APRENDIZAGEM" e a Prefeitura de Barreirinha/AM para que se manifeste sobre:
1) a denúncia de AUSÊNCIA DE ATENDIMENTO E CONSULTA AS LIDERANÇAS NA ESCOLHA DOS PROFESSORES INDÍGENAS, por meio de Processo Seletivo Diferenciado;
2) A previsão ou não realização de CONCURSO PÚBLICO DIFERENCIADO para professores indígenas e profissionais da educação indígena;
WAKU SESE CAPITÃO.
Que essa dor que sentimos hoje, amanhã, vai se transformar em FORÇA para continuarmos a sua luta. A nossa luta.
Tito Menezes


A Livre Academia do Wará vira instituição frente ao "mundo dos brancos"

postado em 9 de mai de 2017 18:10 por Filhos do Waraná   [ 9 de mai de 2017 18:17 atualizado‎(s)‎ ]

Sustentada pelo apoio financeiro e logístico do Consórcio dos Produtores Sateré-Mawé, a Livre Academia do Wará a partir de hoje, 9 de maio de 2017, dia em que acaba de ser registrada no Cartório, tem personalidade jurídica própria frente à legislação brasileira e internacional, além de ser membro honorário e entidade auxiliar autônoma do CGTSM. Salientamos aqui, junto à noticia, a contribuição determinante dos produtores sateré-mawé nesse grande resultado, para que todo mundo (políticos, funcionários públicos, empresários, pesquisadores....) consiga finalmente entender e aceitar a ideia que a autonomia econômica, a autonomia cultural e a autonomia política do Povo Sateré-Mawé andam juntas, rumo à realização de um único e coerente Projeto Autônomo Integrado de Etnodesenvolvimento.


foto de Tito Menezes, publicada no facebook
 


Adeus Fabrício!

postado em 26 de dez de 2016 20:01 por Filhos do Waraná   [ 26 de dez de 2016 20:06 atualizado‎(s)‎ ]


O Conselho de Administração do CPSM lamenta a perda de Fabrício Silva, num acidente de moto na vigília de Natal. Um jovem cheio de vida e muitos sonhos que trabalhava na equipe de beneficiamento dos produtos do Consorcio.
Aqui algumas fotos dele, lembranças postadas no facebook.

Por Carol Batista                 

                                 (à direita na foto) Por Valda Bitencourt. 

(à direita na foto) Por Eudes Batista.   

                                                                                  Por Alice Marinho

Por Carol Batista                        


                                                                                        Por Milena Freitas

Por Sérgio Garcia Wara    

Convite CGTSM-WOMUPE para o Encontro Pedagógico de Ilha Miquiles, dias 26 e 27 de setembro 2016.

postado em 8 de set de 2016 08:01 por Filhos do Waraná   [ 8 de set de 2016 08:05 atualizado‎(s)‎ ]




O Projeto Waraná na segunda CNATER

postado em 31 de mar de 2016 22:21 por Filhos do Waraná   [ 28 de fev de 2018 18:21 atualizado‎(s)‎ ]

Na oportunidade da 2ª Conferencia Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural, o Sérgio Wara e o Jorge Nascimento da COTEMPA, apresentando ao Ministro do Desenvolvimento Agrário, Patrus Ananias, os produtos da NusokeN

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